domingo, 14 de março de 2010

Sábio Jacaré

Eu, com toda essa minha vivacidade, pareço incomodar um pouco as pessoas com o modo como me expresso - ou, pelo simples ato de falar ao invés de calar. É fato que quando não se tem papas na língua são muitas as consequências, e eu garanto que a maioria delas é ruim. De qualquer modo, isso não me importa. Parto do pressuposto de que, se fosse a situação contrária, preferiria ouvir a verdade em tempo, ao invés de esperar uma tragédia acontecer.

Claro que nenhum ser humano gosta de ser contrariado. Claro que dizer mentiras parece sempre muito mais fácil do que encarar a realidade. Aí vem algum poeta frustrado e diz que mentiras sinceras o interessam. Sinceramente, meus caros, meu cu para isso. É essa a razão das pessoas serem o que são; é essa a razão de tanta mágoa e sofrimento. Mentira é mentira, não importa se é para o bem ou o caralho. Mentir para poupar a dor de alguém? Para quê? Para quê permitir que esse mesmo alguém viva na ilusão do mundo perfeito?

Eu posso estar sendo um pouco radical demais, mas não me importo. Eu sei o resultado daquilo que faço. Prefiro que palavras sejam ditas e verdades encaradas. Me recuso a ser fraca, e o faço assumindo meu caráter e personalidade. Já perdi muito com isso, mas se me desprendo de meu objetivo, qual o sentido da vida, então?

O Sábio Jacaré me disse, certa vez, que é preferível machucar alguém com palavras do que consolar com o silêncio. Concordo plenamente.


quarta-feira, 17 de junho de 2009

Racismo, crimes... De certa forma, tudo se relaciona.

Campo Mourão é mesmo uma cidade violenta. Com pouco mais de 85 mil habitantes, andar pelas ruas à noite tem se tornado perigo certo. Alguns meliantes mais abusados realizam assaltos à mão armada em plena luz do dia, com o sol de rachar mamona, como dizia minha avó. Antigamente, era óbvio que visitar os bairros mais barra pesada da cidade após o anoitecer era considerado praticamente um suícidio. Imaginem vocês, entrar na jaula do leão! Hoje em dia, até a avenida principal da cidade que, por acaso, é onde encontra-se instalada a minha humilde residência, virou sinônimo de bala perdida, sendo chamada carinhosamente pelos radialistas locais como a "faixa de Gaza" mourãoense. É, meus caros, esse mundo está mesmo louco, e o número de delitos cometidos na cidade só não aumentou mais do que o número de homicídios ocorridos na mesma.

E é sobre esse fato lamentável que eu, com pesar, posto hoje uma tirinha em homenagem à criminalidade e a discriminação racial. Exato, discriminação racial.


Acontece que, na noite de terça feira, um amigo muito querido foi assaltado em pleno centro da cidade e à uma quadra da faculdade de ciências e letras de Campo Mourão (Fecilcam, ou Fácil-cam para a maioria). O meliante - pessoa descrita como homem, negro e provavelmente pertencente à classe baixa devido às roupas maltrapilhas e à bicicleta velha e enferrujada em que se encontrava na hora do crime - de posse de uma faca, exigiu que meu amigo montasse em seu meio de locomoção. O assaltado foi levado à entrada de um dos bairros mais famosos da cidade (com relação à formação de quadrilhas, tráfico de drogas e furtos em geral) - o Lar Paraná, conhecido publicamente como "Larpão" - e foi obrigado a entregar a mochila contendo cadernos e livros, celular, dinheiro, calculadora Cassio, relatórios de estágio e cigarros recém comprados. Além disso, o meliante ainda exigiu que meu amigo entregasse a blusa que estava usando (aquele frio desgraçado que fez na terça à noite!), e foi deixado à esmo no meio da rodovia BR 487.


E agora entra a questão da discriminação racial. Não é que eu seja uma pessoa racista, longe de mim!, mas tinha que ser...!

quinta-feira, 28 de maio de 2009

"As Constrangidas"

Boa tarde, pessoal. Cá estou eu novamente, mandando, uma à uma, um cd com dezesseis músicas para um amigo meu. Ele vai ficar me devendo um favor, e dos grandes...

Enfim, problemas à parte, resolvi usar a minha tarde "livre" para confeccionar mais uma das minhas agradáveis tirinhas ácidas. Não, elas não dão azia e nem tem gosto de limão, meus caros leitores/ouvintes/telespectadores. Ao contrário, as minhas tirinhas são indolores, rápidas e cruéis. Tá, curéis não. Elas são, assim... Como dizer? Ácidas.

Os alvos da vez são Natália e Lucas (vulgo Tampico), o casal vinte da vez. Hoje de manhã eu até me assustei ao perceber um objeto que emitia uma luz prateada nos anulares da mão direita dos meus caríssimos colegas. Pensei que fosse algum apetrecho de outro planeta. Marte, talvez... Mas não, eu estava enganada. Era uma aliança, minha gente! Má, ôe Sílvio!Agora, além de termos de aguentar o rala-e-rola em horário de aula, temos, também, que ficar semi-cegos com o raio ofuscante das alianças prateadas. Amanhã eu vou de óculos escuros, prontofalei.