Eu, com toda essa minha vivacidade, pareço incomodar um pouco as pessoas com o modo como me expresso - ou, pelo simples ato de falar ao invés de calar. É fato que quando não se tem papas na língua são muitas as consequências, e eu garanto que a maioria delas é ruim. De qualquer modo, isso não me importa. Parto do pressuposto de que, se fosse a situação contrária, preferiria ouvir a verdade em tempo, ao invés de esperar uma tragédia acontecer.
Claro que nenhum ser humano gosta de ser contrariado. Claro que dizer mentiras parece sempre muito mais fácil do que encarar a realidade. Aí vem algum poeta frustrado e diz que mentiras sinceras o interessam. Sinceramente, meus caros, meu cu para isso. É essa a razão das pessoas serem o que são; é essa a razão de tanta mágoa e sofrimento. Mentira é mentira, não importa se é para o bem ou o caralho. Mentir para poupar a dor de alguém? Para quê? Para quê permitir que esse mesmo alguém viva na ilusão do mundo perfeito?
Eu posso estar sendo um pouco radical demais, mas não me importo. Eu sei o resultado daquilo que faço. Prefiro que palavras sejam ditas e verdades encaradas. Me recuso a ser fraca, e o faço assumindo meu caráter e personalidade. Já perdi muito com isso, mas se me desprendo de meu objetivo, qual o sentido da vida, então?
O Sábio Jacaré me disse, certa vez, que é preferível machucar alguém com palavras do que consolar com o silêncio. Concordo plenamente.


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